Paralimpiadas: o que vi e aprendi…

Assessoria de Turismo
Paralimpiadas: o que vi e aprendi…

obre as Paralimpiadas…

“A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.”  Thais Moraes

Quando soube que as Olimpíadas e Paralimpiadas aconteceriam no Brasil, fiquei muitíssimo feliz. O primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: “Nossa, como eu queria participar, seria show!”

Mas a situação não está fácil pra ninguém, o orçamento anda reduzido e com todo apelo comercial e mercadológico que existe sobre as Olimpíadas, participar das Paralimpiadas me pareceu uma boa opção. Seria inclusive, muito interessante ter a oportunidade de vivenciar de que forma o esporte atua na vida das pessoas com deficiência.

Fechei hotel, comprei passagens (consegui uma promoção com a companhia aérea) e segui em frente!

Foi tudo muito rápido, minha amiga Regina (que me acompanhava) e eu chegamos na quinta e no sábado já iríamos voltar, mas quer saber? Eu não podia perder um evento como este.

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Olimpíadas e Paralimpiadas… e no Brasil!!!  <3

Muitas eram as modalidades que eu gostaria de assistir, mas infelizmente não seria possível por conta do período que tinha disponibilizado para estar lá.

Então comecei a analisar as programações e comprei alguns ingressos de modalidades que gosto muito. Optei por basquete de cadeira de rodas, vôlei sentado, goalball e natação. O goalball na verdade foi pela curiosidade de conhecer a modalidade em si, pois não tinha conhecimento até então!

Algumas modalidades que gostaria de ter assistido também ficaram de fora: atletismo, rúgbi de cadeira de rodas, hipismo… Mas enfim, quem sabe em uma próxima oportunidade, né?

Você precisa chegar no mínimo, com 1 hora de antecedência para cada evento. As distâncias entre uma arena e outra são consideráveis, você andará bastante! Para quem não está acostumado a fazer exercícios, se locomover entre as arenas é um teste de resistência. 🙂

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Na quinta feira assistimos a um jogo super disputado de basquete de cadeira de rodas masculino entre Alemanha e Irã. Fiquei impressionada com tudo!

As cadeiras adaptadas para o jogo e para a necessidade de cada atleta, a resistência dos jogadores para irem até o final, até mesmo as trombadas entre as cadeiras.

E quando eles caem no chão?

Poucas vezes alguém ajuda a levantar-se, cada um se vira.. É fantástico!

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Na sexta-feira pela manhã assistimos a natação e a noite ao vôlei sentado.

Na natação pudemos ver algumas provas e torcer muito. Como é maravilhoso ver atletas com nanismo, amputados ou que tem má-formação com tanta rapidez e agilidade nas piscinas! Lindo demais de se ver!

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A partida de vôlei sentado feminino foi entre Brasil e Canadá. As brasileiras deram um show em quadra e venceram facilmente as canadenses, mas a parte mais emocionante foi no final.

Os torcedores estavam aplaudindo e uma das jogadoras brasileiras se ajoelhou em quadra e fez sinal de reverencia à torcida, o estádio quase veio abaixo, as pessoas gritando e cantando:

“Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…”.

Não teve como não se emocionar!

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No sábado pela manhã fomos assistir a modalidade de goalball feminino entre Ucrânia e Austrália.

Aliás, você sabia que o goalball e a bocha são duas modalidades exclusivas das Paralimpiadas? Os atletas têm deficiência visual e a bola tem um guizo.

Pelo barulho do guizo eles se orientam e param a bola com o corpo, impedindo assim que se faça gol. Nesta modalidade os torcedores precisam ficar em silêncio para não atrapalhar e desconcentrar os jogadores. Adorei aprender!

Por todo lado encontrávamos muitas famílias com crianças, bebês, crianças de colo, idosos, cadeirantes e muitas pessoas com deficiência indo prestigiar este grande evento que, para mim, foi sensacional!

No geral, foi tudo muito tranquilo e a paz reinou. Um grande sentimento de cooperação e solidariedade se via no ar…

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As Paralimpiadas têm a capacidade de nos educar e transformar através de histórias de vida e de superação.

Ninguém que participa, volta como chegou.

É notório que algo dentro de você muda… paradigmas, PRÉconceitos, rótulos… um grande sentimento de gratidão invade o coração… e que bom! É disso que precisamos! Todos nós!!!

Para mim, ter a oportunidade de participar das Paralimpiadas no Rio de Janeiro foi uma grande lição de vida, em especial, de respeito às diferenças e acima de tudo de empatia!

Quem tiver oportunidade de comparecer, que vá! Leve sua família e mostre aos seus filhos que ser diferente é ser normal.

Vamos criar esta cultura (a partir de nós e da nossa casa) de convivência pacifica e aceitação das diferenças. Quem não pode, ao menos que assista alguns jogos e deixe o espirito das Paralimpiadas encher seu coração.

O evento das Paralimpiadas é celebração da vida!!!

 

obs.: as fotos foram tiradas por minha amiga Regina Lorena, que tem a fotografia como hobby e arrasou nos registros.

Andreia Cartolari é casada e tem dois meninos. Fundadora da Adapte! Turismo, mudou muitas coisas em sua vida nos últimos tempos em busca de uma vida com simplicidade e muito mais significado.

4 Comments

  • Regina on 16 de setembro de 2016 12:45 Responder

    Faço minhas suas palavras…. Foi uma experiência inesquecível, com certeza voltei uma pessoa melhor, valorizando muito mais a vida, não porque não sou portadora de nenhuma “deficiência”, mas porque aprendi que não há o que não podemos fazer quando realmente desejamos algo. Agradeço o convite, principalmente por poder compartilha-lo com vc, essa pessoa maravilhosa que me ensinou muito nesses 3 dias maravilhosos. Parabéns pelo trabalho incrível que vc faz!!! Agora bora se preparar para o Japão!!!!!!!

    • Andrei Cartolari Palão on 26 de setembro de 2016 12:28 Responder

      #partiuJapão 🙂

  • Ana Lúcia Perfoncio on 25 de setembro de 2016 23:41 Responder

    Amei o texto! Que bom que você conseguiu acompanhar e prestigiar os jogos paralímpicos, precisamos divulgar mais sobre os esportes para pessoas com deficiência e assim incentivar a todos a praticar exercícios!

    • Andrei Cartolari Palão on 26 de setembro de 2016 12:34 Responder

      Ana, foi realmente demais! Voltei com outros olhos e também acredito nisso: o esporte pode mudar a vida de uma pessoa, tenha ela deficiência ou não. Vamos divulgar e incentivar sim! 🙂

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