PARALISIA CEREBRAL: Diário Mãe da Alice

Assessoria de Turismo
PARALISIA CEREBRAL: Diário Mãe da Alice

Sobre Paralisia Cerebral…

Ela tem uma visão da vida com otimismo e leveza como poucos hoje em dia, fez financiamento coletivo para o lançamento do seu livro, tem um blog, apareceu em um programa de TV e acima de tudo tem a maior e melhor missão do mundo: ser mãe da Alice. Conheça agora Mariana Rosa.

 

Fale um pouco sobre você.

Me chamo Mariana Rosa, tenho 39 anos, sou jornalista, casada e mãe da Alice. Trabalho com Comunicação empresarial há 15 anos.

Você foi informada nos ultrassons de alguma possível deficiência no seu bebê?

Todos os ultrassons indicavam que Alice se desenvolvia bem. O problema que ocorreu foi uma insuficiência de placenta minha,  que resultou em restrição de crescimento intrauterino. Precisei fazer repouso para tentar estender ao máximo o tempo seguro de gestação, e assim chegamos às 29 semanas.

Sua gestação foi tranquila? Você encontrou quem te orientasse sobre o assunto?

Minha gravidez era de risco, pois tenho trombofilia. Por isso, busquei médicos que pudessem me orientar a respeito e tornar a gestação mais segura e saudável possível para minha filha e para mim.

Tomei injeções diárias de henoxoparina durante a gestação, para controle da coagulação, e fazia ultrassons com intervalos menores do que o habitual.

Como é sua rotina hoje com a Alice? Quais cuidados são necessários por conta da Paralisia Cerebral?

paralisia cerebral

Minha rotina com Alice hoje é de descoberta, aprendizado e alegria. Claro que há momentos de apuro e angústia, como em toda maternidade, mas o que dá o tom do nosso convívio amoroso é mesmo as descobertas que fazemos juntas, uma sobre a outra e sobre o mundo.

Cada movimento que seu corpo estreia é festejado.

Estamos sintonizadas nas sutilezas dos gestos e das demonstrações, de maneira a fazer com que ela seja sempre ouvida, respeitada e convidada a mostrar o que quer ou prefere, ainda que não fale, não ande, não seja capaz de apontar e etc.

Ao contrário do que o nome sugere, a paralisia cerebral não paralisa a nossa vida, ao contrário, impõe movimento constante.

Do lado da Alice, o movimento de descobrir ou criar oportunidades de interagir com o outro e com o mundo e do meu lado, enquanto sua mãe, o movimento de rever conceitos e preconceitos, de alargar corpo e mente para compreender ou criar nossa condição única de sermos felizes.

Quais barreiras você tem encontrado no dia a dia?

As principais barreiras (não apenas para com a Paralisia Cerebral mas qualquer deficiência) são a ignorância e o preconceito. Deles, resulta todo o resto, a falta de acessibilidade dos espaços públicos, a dificuldade de inclusão escolar, a precariedade das políticas públicas e etc.

Fale sobre o livro que lançou recentemente.

Resumidamente, o livro “Diário da mãe da Alice” é uma coletânea de crônicas escritas por mim, durante os primeiros anos de vida de minha filha Alice.

Fale sobre a maternidade sob a ótica de uma mãe de uma criança que tem Paralisia Cerebral. 

paralisia cerebral

A minha maternidade é como qualquer outra. Talvez um pouco mais intensa em alguns aspectos, mas tem desafios e alegrias como todas as maternidades e, ao mesmo tempo, é uma experiência única, como toda maternidade.

Eu não olho para minha filha e penso que ela tem uma deficiência, eu olho para minha filha e penso que eu tenho uma filha que é muito amada por mim e por toda a nossa família.

Eu a amo exatamente como ela é, sem expectativas de superação dessa ou daquela limitação, porque as expectativas são sempre limitadoras da realidade. Tenho uma esperança imensa de que ela possa crescer e se desenvolver cercada de amor e respeito, aprendendo e ensinando.

Deixe uma mensagem para os pais e mães que receberam o diagnóstico de deficiência em seus filhos. 

Diagnóstico não é destino nem sentença. é uma interpretação médica sobre a vida. Mas a vida também é interpretada do ponto de vista cultural, afetivo e espiritual.

Nossos filhos são sempre muito mais do que isso, olhe para a criança antes da deficiência.

Viva o amor antes da limitação.

 

Muito amor envolvido, não é?  <3

Gratidão a Mariana por tão lindas palavras, conheça mais sobre o Diário da Mãe da Alice, clicando aqui, curta sua fanpage.

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Andreia Cartolari é casada e tem dois meninos. Fundadora da Adapte! Turismo, mudou muitas coisas em sua vida nos últimos tempos em busca de uma vida com simplicidade e muito mais significado.

2 Comentários

  • Cláudia Lima on 13 de dezembro de 2016 18:23 Responder

    Rosa é sobrenome, é codinome, é amor! Rosa é Mariana e Alice, entrelaçadas e amadas por todos nós. Seu diário é poesia e vida, sua vida é dádiva… 🌹 é Mari, é Alice, é am❤️r! 😘🌹

    • Andrei Cartolari Palão on 22 de dezembro de 2016 20:29 Responder

      <3 <3

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