Erro médico: o dia que você nasceu!

Assessoria de Turismo
Erro médico: o dia que você nasceu!

Erro médico infelizmente é mais comum do que se imagina. E é algo que nos desespera só de pensar, afinal estamos tratando de vidas.

Veja agora o relato desta mãe:

O dia que você nasceu!

O dia que você nasceu eu ainda não sei explicar…
Foi o dia mais FELIZ e INFELIZ da minha vida!!!
Foi o dia que eu questionei a existência de Deus…

Ainda posso ouvir o obstetra gritando: Pediatra, fisioterapeuta, cardiologista!
Não consegui ouvir seu choro, não consegui ver seu rosto.

– O que é isso doutor??? Estão ressuscitando meu bebê?? Aqui ao meu lado???

Ainda consigo lembrar das feições da enfermeira que massageava seu peitinho, do desespero estampado em seu rosto, devido a gravidade da situação.

Vejo seu pai ali, segurando minha mão, perdendo a cor.

E eu paralisada, sem voz, com um grito entalado na garganta.

Erro médico!

– Doutor, eu avisei das circulares de cordão!
– Doutor, o senhor me deixou sangrar durante duas horas!!!
– Este “parto humanizado” doutor, está matando meu filho.

Agora isso não importava mais, eu queria meu filho nos braços.

Eu queria simplesmente ouvi-lo chorando.

Silêncio sepulcral.

Não tinha respirador na sala de parto… é isso mesmo Doutor??

E uma mulher entrou em cena, ela assumiu a situação, ela falava com olhar:
– Vamos menino, vamos menino, sua família te espera.

Os minutos pareciam horas, meu bebê não respondia e ela ali, tentando salvar sua vida..

Aquela mulher saiu por uns instantes.
Ela volta com um instrumento, um ambu (balão projetado para realizar uma ventilação artificial ao paciente de forma manual).
Mais massagem, eles acreditavam.

Ele é forte mãezinha, – o olhar dela me dizia – ela emanava positividade.

Era inevitável conter as lágrimas.
Os obstetras sabiam o que tinha acontecido, eles já sabiam da asfixia, davam o diagnóstico querendo se esquivar da situação.

erro médico

E um sinal de vida surgiu.
Entubaram.
As esperanças se renovaram.
Ele ali, tão pequeno.

E aquela mulher me olha: ele resistiu mãezinha, ele resistiu.
Nos olhos dela a sensação de missão cumprida, de paz.

E dela vem também o grito: uma vaga na UTI urgente!
E lá se foi aquela fisioterapeuta com meu filho, “ambuzando”, dando a ele o fôlego da vida!

Ali começava um novo ciclo.

Então, Deus não existia???

Sim , ele existia e se manifestou através daquela mulher.

Uma nova história começou a ser traçada por causa de um erro médico.

Não sabíamos como seria, das consequências daquela ressuscitação tão demorada, das sequelas oriundas daquele tal “parto humanizado”.

Mais isso não importava, ele estava vivo!!! Ele estava vivo!!!

Gisele Miguel
Mãe do João Vitor, bebê com Paralisia Cerebral provocado por asfixia, nascido num hospital Municipal do Rio de Janeiro.

 

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Andreia Cartolari é casada e tem dois meninos. Fundadora da Adapte! Turismo, mudou muitas coisas em sua vida nos últimos tempos em busca de uma vida com simplicidade e muito mais significado.

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