Pai de alérgico é rico… mas será mesmo?

Assessoria de Turismo
Pai de alérgico é rico… mas será mesmo?

Pai de alérgico é rico!? Eu sempre me faço esta pergunta porque o valor que se paga pelos produtos que nossos filhos podem usar astronômico.

Sem contar todas as medicações que você SEMPRE precisa ter em casa, por conta de reação ou tratamento.

Seu filho tem risco de choque anafilático? Então você tem que importar a caneta de adrenalina que não custa barato não.

Se medicamentos não são baratos, os alimentos seguem na mesma linha.

O pai de alérgico descobre que o produto “limpo” chega a custar 5 vezes mais que o comum.

Claro que ajuda muito dar preferência aos produtos naturais.

Melhor para a saúde e para o bolso!

Mas vez ou outra você precisa ter algo mais prático para levar, usar ou poder comprar onde estiver…

E então, pai de alérgico? Como fica??

Nem sempre se encontra as opções que precisa, que seu filho pode comer.

Nem sempre o rótulo ajuda com a informação correta e compreensível.

Nem sempre o valor “colabora”.

Mas você encontrou o produto e toma todo cuidado para seu filho não consumir nada do que não pode.

Fica de olho, não deixa ninguém oferecer algo que pode ser contaminado, seus olhos não param…  🙂

Aí bate a hora da fome e você saca um pacotinho com algo para seu filho comer.

Imediatamente aparecem 20 crianças em volta… hehehe

 

Crianças são super intuitivas com comida. É abrir um pacote que elas se ajuntam feito abelhas.

Acontece que outras crianças (não gosto do termo “normais”, prefiro usar “não alérgicas”) podem comer o biscoito do seu filho sem problemas, mas o seu não pode comer o deles. Por causa da bendita alergia.

Você não compra nada que é o “olho da cara” para se aparecer. Ele é umas das poucas, ou a única opção que seu filho pode consumir.

Não é questão de escolha nem de status, mas de necessidade e saúde.

Eu não vejo problema algum em dividir, o ponto não é esse.

Na comunidade que frequento, uma amiga tem crianças da mesma idade dos meus e o dia que ofereci a bolacha dos meninos, eles adoraram.

Ela ficou com vergonha porque eles comeram muito, anotou o nome e a marca.

No outro dia ela trouxe dessa que eu tinha passado pra ela. Comeram os filhos dela e os meus também!

Ela disse que não ia deixar as crianças acabarem com a “única coisa” que meus meninos podiam comer.

Muito bacana este tipo de percepção e cuidado com o outro, não é?  <3

Quanto ao preço que se paga, o argumento provavelmente é que produtos “diferenciados” tem preço mais elevado – entre outras coisas –  por carga de imposto mais elevada. Quanto menor o nível de necessidade, maior a carga tributária.

Isso não se aplica em nosso caso, concorda pai de alérgico?

Se as pessoas usam certos produtos por opção é uma coisa, em nosso caso é por falta dela. É questão de saúde e até mesmo, preservação da vida.

O que nos resta?

Bom, primeiro rezar muito para que sempre tenhamos condições financeiras de cuidar de nossos filhos da maneira que precisam. Mesmo que seja necessário fazer adaptações aqui e ali.

O segundo passo eu percebo que é procurar conscientizar as pessoas sobre alergia. Muitos desconhecem o assunto. Quanto mais gente souber, mais “segura” será nossa vida.

Você considera ir morar na roça uma opção? Pense nisso. hehehe

 

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Andreia Cartolari é casada e tem dois meninos. Fundadora da Adapte! Turismo, mudou muitas coisas em sua vida nos últimos tempos em busca de uma vida com simplicidade e muito mais significado.

4 Comments

  • maisa on 11 de agosto de 2017 01:07 Responder

    Demais Deia o que vcs fazem por esses pequenos. Eles são demais!!!
    Que tal fazer um post com marcas bacanas para os meninos???
    Amamos vcs

    • Andrei Cartolari Palão on 11 de agosto de 2017 13:48 Responder

      Obrigada! Essa é uma boa ideia! Vamos fazer sim. 🙂

  • Daniele. on 12 de agosto de 2017 19:43 Responder

    Muito bom tbm tenho uma menina alergica ..não é facil…

    • Andrei Cartolari Palão on 12 de agosto de 2017 21:47 Responder

      Realmente não, é um mundo totalmente novo mas aos pouquinhos vamos seguindo… eles parecem se adaptar bem mais fácil que a gente! 🙂

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