Asperger em meninas: depressão e diagnóstico tardio

Assessoria de Turismo
Asperger em meninas: depressão e diagnóstico tardio

Sobre asperger em meninas e uma vida tentando se encaixar em padrões para ser aceita, quadros de depressão e diagnóstico tardio.

Fui diagnosticada com 19 anos (tenho 25), depois de uma depressão.

Mas para isso ocorrer foram anos e muitos anos sem me entender e sem a compreensão de outras pessoas no Brasil.

Asperger em meninas: Infância

Minha infância foi boa, tive amiguinhas e adorava fingir que era bicho.

Nem queria ser um ser humano pra dizer a verdade. Queria mesmo era ser um dinossauro.

Passava horas desenhando e nunca, nunca gostei de educação física, mas gostava da escola.

O bicho pegou mesmo quando eu tinha 11 anos, eu gostei de um menino na escola e meu cabelo mudou.

Fiquei muito tímida e os coleguinhas estranhavam meu jeito de ser e minha aparência, obviamente meninos e meninas começaram a fazer o famoso bullying.

Não prestava atenção na aula porque as pessoas pareciam me odiar tanto que eu preferia ficar no meu mundinho.

E aí os animais voltaram, as aulas de matemática viraram uma verdadeira fauna do Alaska e Africa no meu caderno.

asperger em meninas

Ah, e ouvindo Phil Collins meu cantor preferido (era obcecada por ele também).

Adolescência e depressão

Depois daquela fase foi melhorando, só com 16 anos as pessoas estranhavam porque eu não paquerava, bebia, fumava, saía.

Poxa, eu só queria ficar desenhando e ver um show do Phil.

Quando voltei pra Holanda com 18 anos estava feliz de rever meus pais (pois estava com minha avó que também amo muito), mas por inúmeras questões mal resolvidas na minha cabeça eu comecei a ficar obcecada, paranoica e deprimida e os assuntos iam variando cada vez.

Diagnóstico tardio

asperger em meninas

Quando não era uma coisa, era outra, até o momento que tive pensamentos suicidas e crises de choro.

Fui ao psiquiatra claro, e ele me diagnosticou, me deu remédios.

Hoje, com tratamento, estou descobrindo que o asperger vai puxando outras desordens, como TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Tenho obsessão com o meu cabelo, acho que nunca tá bom, e outras coisas assim.

Ansiedade é outra.

Ainda estou tentando lidar com essas coisas, lutando para terminar estudos e ser feliz comigo mesma!

 

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Andreia Cartolari é casada e tem dois meninos. Fundadora da Adapte! Turismo, mudou muitas coisas em sua vida nos últimos tempos em busca de uma vida com simplicidade e muito mais significado.

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